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Canídeos e animais
Em breveO registo dos cães da freguesia é um livro, uma folha de cálculo por ano e um bloco de recibos — e a receita das licenças cai todos os anos, não por decisão de ninguém, mas porque só renova quem se lembra.
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O problema, hoje
Registar e licenciar canídeos e gatídeos é competência própria da junta. Na prática, o detentor aparece ao balcão com o boletim sanitário, o funcionário procura o cão do ano anterior numa lista, copia os dados à mão, calcula a taxa pela categoria, passa o recibo e, se se lembrar, averba a data no SIAC. A folha de cálculo do ano seguinte começa vazia, e o que ficou por passar de um ano para o outro perde-se aí.
Ninguém avisa o detentor de que a licença caducou, e a junta também não tem meio de detetar quem não renovou: as contraordenações por falta de licença existem no papel e nunca chegam a ser levantadas. Os cães perigosos e potencialmente perigosos, que exigem licença especial, ficam misturados com os restantes, e responder à GNR quantos há e onde leva uma tarde. Entretanto, moradas e NIF de detentores circulam em ficheiros partilhados por email.
Como tencionamos resolvê-lo
A abordagem
Isto é o que está pensado, não o que está feito. Pode mudar com o que aprendermos com quem atende ao balcão.
- Um registo do animal e do detentor, com o histórico todo
- Cada animal teria o número do transponder, a categoria, o detentor e as licenças de todos os anos numa linha do tempo, em vez de uma folha por ano que recomeça do zero. O registo no SIAC continuaria a ser feito pelo médico veterinário — a junta verifica, não regista —, e do lado da junta ficaria o que a lei lhe manda guardar.
- As renovações avisariam sozinhas
- Haveria uma campanha por email e por SMS antes de cada licença expirar, com o contador de quem já renovou à vista de quem a lançou. O detentor pediria a renovação sem se deslocar e o funcionário resolveria o pedido em dois cliques; quem não tem email nem telemóvel continuaria a ser atendido ao balcão como hoje, porque não é a esses que a folha de cálculo falha.
- A validade e a taxa seriam as do vosso regulamento
- Seria o ano civil por defeito, com termo no último dia do ano, ou doze meses a contar da emissão quando é isso que o regulamento determina — a escolha é da freguesia e mudá-la valeria só para as emissões seguintes, sem recalcular licenças já emitidas. A taxa viria da tabela aprovada pela assembleia, com as isenções aplicadas, e a licença sairia em PDF com o selo eletrónico qualificado da junta e código de validação.
- Cães perigosos sem a junta ficar a guardar registos criminais
- A licença especial teria a sua lista de verificação, e do certificado de registo criminal ficaria apenas «verificado por X em tal data»: o ficheiro seria apagado assim que a verificação fosse confirmada, e conservá-lo só seria possível por opção expressa da freguesia, com motivo escrito no registo de tratamentos. A lista para as autoridades sairia de uma consulta, não de uma tarde a folhear.
- O averbamento no SIAC ficaria controlado, mesmo sendo manual
- Cada licença teria a caixa «averbado no SIAC», com data e autor, e haveria a lista do que falta averbar. Enquanto não estiver confirmado que o SIAC expõe algum serviço às juntas, o averbamento continuaria a ser feito à mão no portal — dizemo-lo já para que ninguém compre isto a contar com uma integração que talvez não exista.
Enquadramento
O que a lei exige, exista o produto ou não
- Lei n.º 75/2013, artigo 16.º, n.º 1, alínea nn)
- O registo e o licenciamento de canídeos e gatídeos é competência própria da junta de freguesia.
- Decreto-Lei n.º 82/2019
- Os cães registados no SIAC estão sujeitos a licenciamento anual na junta de freguesia, que averba no SIAC a data do licenciamento.
- Decreto-Lei n.º 315/2009
- A detenção de cães perigosos e potencialmente perigosos está sujeita a licença especial da junta de freguesia.
Isto descreve a norma, não é aconselhamento jurídico. A obrigação existe hoje, e a junta tem de lhe responder com o que tiver à mão.
Entretanto
O que dá para fazer já
A fila única e a emissão de documentos já existem e funcionam com tipos criados pela junta: dá para criar o tipo «licença de canídeo» com os campos, o boletim de vacinas como prova e a taxa do regulamento, e emitir a licença pelo motor de documentos, selada e com página de validação. As notificações avisam o detentor a cada mudança de estado do pedido. O que falta é o registo e o calendário das renovações — a lista de quem tem de renovar em cada ano continua a ser uma folha da junta, e é essa folha que decide quem é avisado.
Perguntas
- Quando é que as licenças passam a avisar sozinhas?
- Não há data, e não a inventamos. Entra no plano Plus, e a ordem por que as ferramentas se constroem sai das juntas que dizem do que precisam. Se souber quantos cães estão licenciados na freguesia e tiver ideia de quantos deviam estar, essa diferença é o argumento mais forte que nos pode dar.
- O registo no SIAC passaria a ser feito aqui?
- Não. O microchip e o registo no SIAC são feitos pelo médico veterinário, e assim continuaria. A junta guardaria o número do transponder, emitiria a licença anual e averbaria a data do licenciamento, como a lei manda — por enquanto marcando a caixa «averbado no SIAC» e com a lista do que falta averbar sempre à vista, porque ainda não sabemos se o SIAC tem algum serviço aberto às juntas.
O que já existe à volta disto
Licenças e registos online
Em breveOs pedidos de licença que hoje são impressos entram por formulário, com os documentos que a lei pede anexados.
Emissão de documentos
DisponívelModelos da freguesia preenchidos a partir dos dados do pedido, numerados, selados e arquivados sem passar por um Word.
Notificações
DisponívelO cidadão sabe quando o pedido muda de estado, por email; por SMS quando o assunto não pode esperar.
Gestão de pedidos
DisponívelUma fila única para tudo o que entra, com número, prazo, responsável e histórico — e nada se perde numa caixa de correio.
Isto faz-lhe falta?
Diga-nos. A ordem por que as ferramentas são construídas sai das juntas que dizem do que precisam, não de uma lista feita num escritório. Não custa nada e não compromete a nada.
Dizer que precisa desta