Balcão
Licenças e registos online
Em breveA licença do cão, o lugar na feira, o salão para a festa de anos e o requerimento ao presidente: quatro pedidos que a junta trata todas as semanas e que hoje vivem no telefone, no balcão e numa caixa de correio partilhada.
Entra no plano Plus
O problema, hoje
A licença do cão renova-se uma vez por ano, presencialmente, com o boletim de vacinas e o registo do SIAC à vista do funcionário; numa freguesia média são centenas de renovações concentradas em poucas semanas, todas ao balcão, todas ao mesmo tempo. Os feirantes tratam do lugar por telefone, com o comprovativo da mera comunicação prévia na mão. Os salões e os campos reservam-se numa agenda de papel, e duas reservas para o mesmo sábado descobrem-se quando aparecem as duas famílias.
Tudo o resto — pedidos de informação, exposições, pedidos ao presidente — chega por email ou por carta e fica sem número. Sem número não há prazo; sem prazo não há forma de dizer se a junta respondeu a tempo, nem de saber quem ficou com o assunto quando quem o abriu está de férias. E o cidadão que escreveu fica sem saber se alguém leu, o que o leva a telefonar, que é a chamada que ocupa o atendimento a meio da manhã.
Como tencionamos resolvê-lo
A abordagem
Isto é o que está pensado, não o que está feito. Pode mudar com o que aprendermos com quem atende ao balcão.
- O motor dos atestados aplicado a mais tipos de pedido
- Não seria um sistema novo: seria o mesmo formulário guiado, com os campos e a prova que cada tipo exige, a taxa da tabela da freguesia, número de protocolo, prazo em dias úteis e estado à vista — aplicado à licença do animal, ao lugar de feira, à reserva de espaço e ao requerimento livre.
- A renovação da licença do cão em dois passos
- O detentor seria avisado antes de a licença caducar, entraria com o email e um código — nunca uma ligação que abrisse o pedido a quem apanhasse a mensagem — e encontraria o pedido pré-preenchido com os dados do ano anterior, faltando-lhe fotografar o boletim de vacinas. A fila de abril à porta da junta deixaria de ser a única forma de renovar.
- Os espaços com calendário, e nunca confirmados sozinhos
- As reservas do salão, da sala e do campo veriam a ocupação real do espaço antes de serem submetidas, e cada uma ficaria pendente até um técnico a aprovar ou recusar. A aprovação automática por espaço seria uma opção que a junta ligaria se quisesse, desligada por defeito — a agenda de papel resolve-se com um calendário, não com automatismos que ninguém pediu.
- Os feirantes continuariam a tratar do acesso no Balcão do Empreendedor
- Não substituiríamos a mera comunicação prévia nem o cartão de feirante, que são do Estado: o pedido de lugar recolheria a referência da comunicação já feita, o período e a taxa mensal, e o lugar em si continuaria a ser atribuído segundo o regulamento da feira.
- O requerimento livre deixaria de ser um email
- O assunto escolhido de uma lista da própria freguesia, com «outro» sempre lá para não obrigar ninguém a encaixar o seu problema numa gaveta errada. A partir daí seria um pedido como os outros: protocolo, prazo, responsável, e a resposta agarrada ao processo em vez de perdida numa caixa de correio.
Enquadramento
O que a lei exige, exista o produto ou não
- Lei n.º 75/2013, artigo 16.º, n.º 1, alínea nn)
- O registo e o licenciamento de canídeos e gatídeos é competência própria da junta de freguesia.
- Lei n.º 50/2018, artigo 38.º
- A gestão e a manutenção corrente das feiras e dos mercados passa para as freguesias.
- Decreto-Lei n.º 10/2015
- O acesso à atividade de feirante faz-se por mera comunicação prévia no Balcão do Empreendedor, e não por licença da junta.
Isto descreve a norma, não é aconselhamento jurídico. A obrigação existe hoje, e a junta tem de lhe responder com o que tiver à mão.
Entretanto
O que dá para fazer já
A fila única de pedidos e a emissão de documentos já existem, e ambas funcionam com tipos criados pela junta, sem pedir nada a ninguém. Uma freguesia pode criar hoje o tipo «renovação da licença do cão» com os campos, a prova exigida e a taxa do seu regulamento, e o pedido entra com protocolo, prazo e estado, com o documento a sair selado e com página de validação. Fica sem o registo dos animais e sem o calendário dos espaços — a lista de quem tem de renovar continua a ser da junta —, mas o detentor deixa de ter de vir entregar papéis em mão.
Perguntas
- Há data para isto?
- Não, e não a inventamos. Entra no plano Plus, e o que decide a ordem são as juntas que dizem do que precisam. Dizer-nos quantas licenças de canídeo renovam por ano, ou quantas reservas de salão fazem por mês, pesa mais nessa ordem do que qualquer outra coisa.
- Serve para licenciar uma festa na rua ou a ocupação da via pública?
- Não. Esses licenciamentos têm tramitação legal própria e terminam em alvará, e ficam numa ferramenta à parte — que também ainda não existe. Aqui ficam os pedidos que não têm alvará: a licença do animal, o lugar de feira, o espaço da junta e o requerimento sem formulário próprio.
O que já existe à volta disto
Atestados e declarações online
DisponívelO atestado pedido do telemóvel, com o passo de prova que o artigo 34.º exige, entregue em PDF com página de validação.
Gestão de pedidos
DisponívelUma fila única para tudo o que entra, com número, prazo, responsável e histórico — e nada se perde numa caixa de correio.
Emissão de documentos
DisponívelModelos da freguesia preenchidos a partir dos dados do pedido, numerados, selados e arquivados sem passar por um Word.
Canídeos e animais
Em breveRegisto e licenciamento de animais, com a vacinação e as renovações a lembrar sozinhas.
Isto faz-lhe falta?
Diga-nos. A ordem por que as ferramentas são construídas sai das juntas que dizem do que precisam, não de uma lista feita num escritório. Não custa nada e não compromete a nada.
Dizer que precisa desta