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Equipamentos e ordens de trabalho
Em breveO inventário da junta existe para a contabilidade e não para a manutenção: ninguém sabe ao certo quantos bancos há, quando foi a última inspeção ao parque infantil, nem o que a equipa fez na terça-feira.
Entra no plano Pro
O problema, hoje
A ocorrência do cidadão fecha com «resolvida» e mais nada: sem horas, sem materiais, sem fotografia do que ficou feito. O que a equipa de campo faz durante o dia conta-se ao encarregado no fim da tarde e não fica escrito em lado nenhum. Quando o presidente pergunta quanto custou manter os sanitários este ano, ou porque é que aquele abrigo de passageiros foi reparado três vezes, a resposta é de memória — e quando chega a fatura do empreiteiro, ninguém consegue dizer a que intervenção corresponde.
Nos parques infantis a falta de registo tem consequência legal. Quem é responsável por um espaço de jogo e recreio tem de manter um registo de inspeção e manutenção — o projeto, a lista de equipamentos com os fornecedores e os responsáveis pela manutenção, o programa de manutenção e o registo de todas as inspeções e reparações. Nas juntas, esse registo é uma pasta de papel incompleta ou não existe de todo. Ao mesmo tempo, as competências transferidas — espaços verdes, limpeza de vias, mobiliário urbano, envolventes escolares — aumentaram o trabalho de campo sem que o registo acompanhasse.
Como tencionamos resolvê-lo
A abordagem
Isto é o que está pensado, não o que está feito. Pode mudar com o que aprendermos com quem atende ao balcão.
- O que a freguesia mantém, num registo com mapa
- Parques infantis, abrigos de passageiros, sanitários, chafarizes, placas toponímicas, sinais, bancos, papeleiras, caminhos e espaços verdes ficariam num registo com tipo, polo, ponto no mapa, estado, data de instalação, fornecedor e garantia — e com o número de inventário do programa de contabilidade guardado ao lado, para os dois falarem do mesmo banco. Uma etiqueta com código QR colada no equipamento abriria a ficha ao funcionário, ou uma ocorrência já preenchida ao cidadão: acabaria a dúvida sobre qual dos quarenta bancos é.
- A ocorrência do cidadão viraria ordem de trabalho — e não se fecharia sozinha
- Da ocorrência sairia uma ordem com um clique: equipamento sugerido pelo local, prioridade, equipa e tarefas, e o cidadão saberia que passou a estar em resolução. Concluir a ordem não resolveria a ocorrência: proporia resolvê-la, com a fotografia final à vista, e um funcionário confirmaria — ficando registado quem confirmou. A equipa executa o trabalho; quem responde ao cidadão continua a ser a junta.
- No telemóvel, e sem rede também
- As ordens do dia ficariam guardadas no telemóvel de quem as tem para fazer: fotografia de antes e depois, horas, materiais e tarefas registar-se-iam no parque sem ligação nenhuma e sincronizariam ao voltar ao veículo, com o carimbo do momento em que foram feitas. Um registo que chegasse atrasado nunca substituiria em silêncio uma alteração feita entretanto no computador da junta — o conflito apareceria ao encarregado, para ser ele a escolher.
- As inspeções com calendário, e o registo que a lei pede
- Cada tipo de equipamento teria planos de inspeção com lista de verificação e aviso quando ficassem em atraso, e uma inspeção não conforme geraria a ordem de trabalho no momento. O registo de inspeção e manutenção de cada parque sairia em ficheiro, pronto a mostrar a quem o pedir. Quanto às periodicidades — de quanto em quanto tempo se inspeciona —, quem as define é a junta: mostraríamos a fonte de cada valor e assinalaríamos os que ainda não estão confirmados, em vez de os apresentar como exigência legal.
- Quanto custa manter cada coisa
- Horas ao custo de referência da junta, mais materiais do catálogo, mais o que se pagou ao empreiteiro: cada equipamento acumularia o seu custo, e o painel somaria por tipo, por polo e por período, com exportação para folha de cálculo. É informação de gestão, para decidir o que se repara e o que se substitui — não é contabilidade: o documento de despesa e o valor patrimonial continuariam no programa de contabilidade, sem troca de custos num sentido nem no outro.
Enquadramento
O que a lei exige, exista o produto ou não
- Lei n.º 75/2013, artigo 16.º
- Compete à junta gerir, conservar e reparar os equipamentos e o espaço público da freguesia, incluindo as placas toponímicas.
- Lei n.º 50/2018, artigo 38.º
- Passaram para as freguesias a gestão dos espaços verdes, a limpeza das vias e espaços públicos, a manutenção do mobiliário urbano e a manutenção das áreas envolventes às escolas.
- Decreto-Lei n.º 203/2015
- A entidade responsável por um espaço de jogo e recreio mantém um registo de inspeção e manutenção com o projeto, a lista de equipamentos com fornecedores e responsáveis, o programa de manutenção e o registo das inspeções e reparações.
Isto descreve a norma, não é aconselhamento jurídico. A obrigação existe hoje, e a junta tem de lhe responder com o que tiver à mão.
Entretanto
O que dá para fazer já
As ocorrências já existem e já dão ao cidadão um número, um estado e um aviso quando alguma coisa muda — e é aí que hoje se guarda o essencial: quem escreve na ocorrência o que foi feito, anexa a fotografia depois da reparação e só a marca resolvida quando alguém confirmou, deixa rasto do trabalho e responde a quem reportou. Os relatórios exportam essas ocorrências por período e por polo, o que já dá uma ideia de onde a junta gasta o tempo. Fica sem o registo dos equipamentos, sem as inspeções e sem os custos por equipamento — e a pasta do registo de inspeção e manutenção dos parques infantis continua a ter de existir, em papel ou em ficheiro, porque a obrigação é da junta e não do software.
Perguntas
- Já temos inventário no programa de contabilidade. Isto não é a mesma coisa?
- Não. Esse inventário existe para o valor patrimonial e para as contas; este existiria para a manutenção — inspeções, ordens de trabalho, horas, materiais e fotografias, que o outro não guarda. O número de inventário ficaria aqui registado para se ligarem os dois, mas os custos calculados deste lado são informação de gestão: não entrariam na contabilidade nem sairiam dela.
- Quando é que isto existe?
- Não há data, e não a inventamos. Está no plano Pro e a ordem sai das juntas que dizem do que precisam. Se o que vos preocupa é o registo dos parques infantis, digam-no — é a parte com consequência legal, e é a que mais pesa na prioridade.
O que já existe à volta disto
Ocorrências
DisponívelUm buraco na via, um candeeiro fundido ou um contentor partido, comunicados com fotografia e local, e com resposta.
Os contratos da junta com prazos, e a publicação no BASE dentro dos 20 dias úteis que a portaria exige.
Relatórios e estatísticas
DisponívelQuantos pedidos entraram, quanto tempo demoraram e onde está o atraso — sem ninguém contar à mão.
Um aviso escrito uma vez chega ao site, ao email e ao telemóvel de quem está inscrito.
Isto faz-lhe falta?
Diga-nos. A ordem por que as ferramentas são construídas sai das juntas que dizem do que precisam, não de uma lista feita num escritório. Não custa nada e não compromete a nada.
Dizer que precisa desta